Decida o que acontece com cada função e cada pessoa quando a IA chega.
Para RH e líderes de área: meça quanto cada função muda, decida com dados e monte um plano para cada pessoa. Os planos são acordados com os trabalhadores e assinados. O selo de responsabilidade laboral do Transita é um grande diferencial para a sua empresa.
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O Transita não automatiza tarefas. Quando a empresa implementa projetos de IA e robôs, ele cria os planos para que cada pessoa tenha uma transição de função ordenada e digna. Por exemplo, o plano da Laura:
- Capacitação em assistentes conversacionais40 h
- Prática supervisionada4 semanas
- Acompanhamento do líder8 semanas
- ✓Proposta enviada3 mar
- ✓Laura aceitou: «Tenho interesse, quero começar já»5 mar
- ✓Assinatura do líder da área6 mar
- ✓Assinatura do RH6 mar
Cada passo fica registrado para o selo
Como funciona
Quando a sua empresa incorpora IA, automação ou robótica, o Transita ajuda a decidir, com dados e critério humano, o que acontece com cada função e cada pessoa, e registra tudo para o selo.
O cálculo, com um exemplo: quantas horas da semana a tecnologia pode fazer
- Responder dúvidas frequentes16 h
- Registrar reclamações10 h
- Resolver casos complexos8 h
- Atender presencialmente6 h
Seis passos, na ordem em que as decisões são tomadas. Cada um fica registrado.
O projeto
Você registra o projeto de IA, automação ou robótica que vai incorporar.
As tarefas
A liderança de cada área indica, cargo por cargo, quanto de cada tarefa a tecnologia fará. O Transita calcula as horas liberadas.
A decisão
Você decide o que fazer com essas horas: reduzir postos, manter todas as pessoas ou uma combinação.
As vagas
Você cadastra os cargos que vão precisar de pessoas: são os destinos possíveis.
Um plano para cada pessoa
A pessoa o revisa e aceita ou pede mudanças. É aprovado com a assinatura da liderança e a de RH.
Acompanhamento e evidências
Você registra o avanço de cada plano, vê o percurso completo e baixa o relatório para a diretoria.
Cinco tipos de plano
- PermanênciaFica e absorve trabalho de quem sai
- AdaptaçãoFica com novas tarefas e capacitação
- RequalificaçãoPassa a outro cargo da sua área
- RealocaçãoPassa a um cargo de outra área
- Saída assistidaSai, com acompanhamento (último recurso)
Um selo que pode ser verificado
Quando a empresa cumpre os 15 critérios do padrão Transita e passa por uma revisão externa, recebe um selo por 12 meses.
- Cada selo tem um código e uma página pública de verificação.
- A imagem mostra sempre o estado real: vigente, requer renovação ou revogado.
- A avaliação revisada fica guardada com uma impressão digital.
O que cada um ganha
- RH
- Um fluxo organizado: quem está afetado, que plano tem, em que etapa está e quanto custa.
- Lideranças de área
- Validam as tarefas da equipe e assinam os planos; as decisões não saem de uma planilha isolada.
- Diretoria
- Um relatório claro de impacto, investimento e resultados, com as evidências prontas para uma certificação.
- Cada pessoa
- Vê o seu próprio plano, revisa e responde. Nenhuma decisão sobre a pessoa sem acompanhamento.
Três princípios presentes nas leis trabalhistas e de IA
Consultar antes de decidir
Ninguém recebe um plano que não pôde revisar.
Convenção 158 da OIT e Regulamento de IA da UE, art. 26.7Formar antes de desligar
A requalificação e a realocação vêm primeiro; a saída é a exceção.
Estatuto dos Trabalhadores da Espanha, art. 52.bRegistrar
Cada passo fica registrado e pode ser mostrado a um auditor ou à autoridade.
Diretiva 98/59/CE e normas locais de cada paísNossa missão
Humanizar a transição dos cargos com a chegada da IA e dos robôs, acompanhando as pessoas com um planejamento ordenado e uma certificação inspirada na lei e na dignidade.
- Tecnologia com respeito a quem trabalha. Cada decisão olha para as pessoas, não só para os números. Elas são consultadas, e nenhum plano é aprovado sem a sua resposta.
- Uma transição ordenada. O destino de cada pessoa importa: primeiro ficar, adaptar-se ou passar a outro cargo. A saída é o último recurso e sempre acompanhada.
- Dignidade em cada passo. Informação clara, prazos conhecidos, formação e apoio. Ninguém fica sabendo por outro meio de uma mudança que o afeta.
- Melhores condições em um mundo compartilhado. Pessoas, IA e robôs já trabalham juntos. As horas que a tecnologia libera podem ir para tarefas de mais valor, formação ou uma jornada mais curta.
- Cumprir a lei e melhorar a mudança. Consulta, formação antes do desligamento e registro de cada passo, como pedem as normas trabalhistas e de IA. E uma forma de gerir a mudança que pode ser repetida em cada projeto.
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Mostramos o Transita com um caso parecido com o da sua empresa. Respondemos em dois dias úteis.
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Fazer o tourPerguntas frequentes
Como o Transita funciona, quem decide cada coisa e como ler os dados.
Para que serve o Transita?
É um software para planejar e acompanhar a transição de trabalho quando uma empresa adota IA ou automação. Mede quanto cada função muda, monta um plano para cada pessoa afetada e mostra os resultados.
Tudo fica registrado, então serve como evidência de que a adoção de tecnologia respeita as pessoas, por exemplo para uma certificação.
Quando uma pessoa precisa de plano?
Depende da exposição da sua função, a média das tarefas ponderada por horas: E = Σ(horas × exposição) ÷ Σ horas.
A partir de 0,20, ou se as horas liberadas por toda a equipe somam uma jornada completa ou mais, a função muda e as pessoas precisam de plano. Abaixo disso, não precisa.
Qual plano cada pessoa recebe sai da decisão sobre as horas da função, na aba «Horas liberadas». Se postos são liberados, essas pessoas recebem um plano de transição: requalificação, realocação ou, como último recurso, saída assistida, com consulta e dupla assinatura. Quem fica recebe um plano de adaptação, com o destino das suas horas, aprovado com a consulta e uma assinatura, do líder da área ou do RH.
Quem passa à transição é decidido pela empresa, com o critério que registra nessa decisão (por exemplo, candidatura voluntária primeiro), e marcado na lista de pessoas do cargo, em «Horas liberadas». Depois, um botão gera todos os planos pendentes do cargo. O Transita não escolhe as pessoas.
Uma tarefa é automatizável a partir de 0,70 e aumentável a partir de 0,40. Todos os limites se configuram em «Configuração».
Qual a diferença entre adaptação, requalificação, realocação e saída assistida?
Permanência: a pessoa continua no cargo, sem capacitação, e com o tempo que a tecnologia libera absorve tarefas humanas de colegas que deixam o cargo. Se for preciso cobrir horas que ficariam sem atendimento, pode ser com jornada reduzida. É aprovada com a consulta e uma assinatura.
Adaptação: a pessoa continua no mesmo posto, que muda em parte; o plano define o que fazer com as suas horas liberadas (novas tarefas, formação ou redução de jornada). É para quem fica na função, segundo a decisão em «Horas liberadas».
Requalificação: a pessoa passa para uma vaga da mesma área, com a capacitação que a vaga exigir e 8 semanas de prática supervisionada.
Realocação: passa para uma vaga de outra área, com integração, mentoria e revisão aos 90 dias. Nos dois casos, o plano reserva um lugar da vaga até ser assinado.
Saída assistida: deixa a empresa com programa de recolocação, formação para a empregabilidade e extensão da cobertura de saúde. É o último recurso: se há lugares livres em vagas, exige um motivo, que fica como evidência.
Quem define os dados do plano, o software ou o usuário?
Os dois, por etapas. O software monta uma proposta inicial conforme a função e a decisão de horas: via sugerida, destino, cursos e ações, e custo estimado.
Depois as pessoas decidem. RH, o líder da área ou a administração escolhem a via e podem editar o destino, as ações e o custo enquanto o plano é rascunho. Quando está pronto, enviam à pessoa, que revisa e aceita ou pede mudanças com um comentário. O plano só começa com as assinaturas do líder da área e do RH. O avanço é registrado até a conclusão.
O destino, os cursos e o custo são ajustados em cada plano enquanto é rascunho. O custo por hora de formação é definido em Configuração.
Quem classifica as tarefas, a IA ou uma pessoa?
O sistema propõe uma exposição para cada tarefa, com a justificativa, mas a proposta só vale quando o líder da área a valida ou corrige.
Enquanto faltar uma única tarefa, a função fica como provisória e não é possível gerar planos para sua equipe.
Posso testar sem alterar os dados?
Sim. O usuário Tutorial entra sem código, percorre todas as telas e não salva alterações. O botão “Tutorial” da barra superior reabre o tour guiado.
Ver todas as perguntas (33)
O básico
Qual a diferença entre função, ocupação e tarefa?
Função: o cargo como existe na sua empresa, com nome próprio e suas pessoas. Por exemplo, “Operador/a de central de atendimento”, em Atendimento ao cliente, com 4 pessoas. Vem do CSV.
Ocupação ISCO-08: o rótulo internacional da função, uma só por função. Por exemplo, 4222 “Operadores de central de atendimento”. Não é uma tarefa: diz à IA de que trabalho se trata, para que proponha tarefas adequadas, e permite comparar com outras empresas e países. Aparece e é alterada no cabeçalho da função, no Mapa.
Tarefas: o que a função faz na semana, várias por função, cada uma com horas e exposição. Com elas se calcula se a função precisa de plano.
Quem carrega os dados?
A estrutura (áreas, funções e pessoas) é carregada pelo RH ou pela administração, importando um CSV em “Importar”.
Os projetos de IA ou automação são registrados pelo RH ou pela administração em “Projetos”.
As tarefas de cada função são propostas pelo sistema a partir do catálogo de ocupações ISCO-08, e o líder da área as revisa, corrige, adiciona ou exclui.
Como carrego a estrutura da minha empresa?
Em “Importar”, baixe o CSV de exemplo, substitua as linhas pelas da sua empresa (uma linha por pessoa) e envie. As colunas são: area, puesto_codigo, puesto, isco, persona_id, pais, antiguedad_anios e email (as duas últimas são opcionais; com o email, a pessoa recebe o plano e responde no Transita).
Pode separar com vírgula ou ponto e vírgula. Se uma única linha tiver erro, nada é importado e você vê qual linha corrigir. Se a pessoa já existe, função, país e tempo de casa são atualizados.
Cada função nova recebe tarefas propostas conforme seu código ISCO-08, pendentes de validação.
Se eu importar de novo com mais pessoas, perco o que já fiz?
Não. Cada pessoa é reconhecida pela matrícula. As novas são adicionadas; as que já estavam são atualizadas (função, país, tempo de casa) e mantêm plano, assinaturas e histórico. Quem não vem no arquivo não é apagado.
Ao terminar, a importação informa quantas pessoas são novas, quantas mudaram e quantas não vieram. As que não vieram podem ser desligadas nesse momento, todas juntas, ou revisadas uma por uma em “Pessoas”. Se alguém com plano mudou de função, ela avisa para você conferir se o destino ainda faz sentido.
O que acontece quando alguém sai da empresa?
Registre o desligamento em “Pessoas”, com a data e o motivo (pedido de demissão, aposentadoria, fim de contrato, demissão, saída assistida ou outro). Nada é apagado: o plano e a auditoria ficam guardados.
A partir daí a pessoa deixa de contar no Mapa, no quadro e na exposição por área. Um plano não concluído fica como registro e não pode continuar. Se tinha conta no Transita, ela é desativada.
Se o plano estava concluído (por exemplo, uma saída assistida ou uma requalificação terminada), continua contando nos resultados do Painel e do relatório, porque é um resultado da transição. Se foi um erro, é possível reintegrar com um botão.
Que data tem um projeto? Posso excluí-lo?
A data de cadastro é salva automaticamente. A que você preenche é o início previsto: quando a tecnologia será implantada. É manual porque o ideal é cadastrar o projeto antes de começar, para planejar a transição a tempo.
Um projeto cadastrado por engano pode ser excluído em “Projetos”, e suas tarefas ficam sem projeto. Se já justifica planos de transição, não pode ser apagado, porque esses planos são evidência: marque como “Descartado” ou “Encerrado”.
Como minha equipe entra?
Por convite. A administração (ou o RH, para líderes e funcionários) convida em “Usuários” com o email e o papel de cada pessoa. Ela recebe um email com um link válido por 7 dias.
Depois, cada pessoa entra com sua conta Google ou Microsoft, ou pedindo um link de acesso por email. Não há senhas para lembrar. Se alguém sai da empresa, basta desativá-lo e o acesso é cortado na hora.
Mapa humano–IA
Como a IA propõe as tarefas de uma função? Que dados usa?
Cada função tem uma ocupação da classificação internacional ISCO-08 da OIT (436 ocupações). Com “Sugerir tarefas com IA”, um modelo de linguagem (Claude, da Anthropic) lê a descrição oficial dessa ocupação, o nome da função e da área e os projetos de IA da empresa, e propõe de 4 a 7 tarefas com horas semanais, exposição e justificativa.
Nenhum dado pessoal é enviado: nem nomes, nem matrículas, nem planos. As tarefas propostas ficam marcadas como “IA” e pendentes até o líder da área validá-las ou corrigi-las. Sem IA configurada, dá para usar a sugestão do catálogo.
O que medem as horas das tarefas?
São horas humanas de hoje: o que uma pessoa típica da função dedica por semana a cada tarefa, do jeito atual de trabalhar. Não é a soma de todas as pessoas da função.
A exposição de uma tarefa diz que parte dessas horas a tecnologia pode absorver: 10 h com exposição 0,80 são cerca de 8 h que deixam de ser necessárias e 2 h que continuam humanas (supervisionar, tratar exceções). O Mapa mostra o total de horas humanas que deixam de ser necessárias em cada função.
Não se determina quanto tempo a IA ou o robô leva para fazer a tarefa: para a transição importa quanto tempo da pessoa deixa de ser necessário, não a velocidade da máquina.
As horas de uma função não deveriam passar da jornada semanal da empresa (40 h por padrão; a administração muda em “Configuração”). Se passarem, o Mapa marca em vermelho e avisa, e a IA propõe tarefas dentro desse total.
O que calcula a equação E = Σ(h·e) / Σh e como se lê?
Calcula a exposição da função: que parte da semana de trabalho de uma pessoa nessa função a tecnologia pode absorver. Vai de 0 (nada) a 1 (tudo).
h são as horas semanais de cada tarefa e e a sua exposição (de 0 a 1). Σ significa «somar todas as tarefas». Em cima se somam as horas que a tecnologia pode absorver (horas × exposição de cada tarefa); embaixo, todas as horas da função. O resultado é uma média ponderada: uma tarefa de 16 h pesa mais que uma de 2 h.
Exemplo, operador/a de atendimento com 40 h: responder consultas frequentes 16 h × 0,80 = 12,8 h; registrar reclamações 10 h × 0,75 = 7,5 h; resolver casos complexos 8 h × 0,25 = 2 h; atender pessoalmente 6 h × 0,10 = 0,6 h. Somam 22,9 h que a tecnologia pode absorver, sobre 40 h: E = 22,9 ÷ 40 = 0,57.
A partir de 0,20 a função muda e as pessoas precisam de plano; a partir de 0,50 muda tanto que convém avaliar se postos são liberados (os dois limites mudam em «Configuração»). Qual plano cada pessoa recebe sai da decisão em «Horas liberadas». No exemplo, 0,57: cada operador/a libera 22,9 h por semana, e a empresa decide se reduz postos, distribui essas horas ou faz uma combinação.
A exposição de cada tarefa é proposta pela IA ou pelo catálogo ISCO-08, mas o líder da área a valida: a equação só é usada quando todas as tarefas da função estão validadas. Não indica quantas pessoas substituir nem a velocidade da máquina: indica quanto o posto muda.
Por que os limites padrão são 0,70, 0,40, 0,20 e 0,50?
São pontos de partida pensados para uma jornada de 40 h. Cada empresa pode alterá-los em “Configuração”; antes de salvar, o Transita mostra quantas funções mudam de nível e quais números são recalculados.
Tarefa automatizável, a partir de 0,70: a tecnologia absorve pelo menos 7 de cada 10 horas. O que sobra é sobretudo supervisionar e atender exceções, então a tarefa deixa de ser o centro do trabalho da pessoa.
Tarefa aumentável, a partir de 0,40: a ferramenta faz uma parte importante, mas a pessoa continua no comando. Abaixo de 0,40, a tarefa muda pouco.
Função em adaptação, a partir de 0,20: um quinto da semana, umas 8 h de 40, é quase um dia de trabalho que muda. A partir daí convém planejar capacitação e o destino dessas horas. Abaixo disso, a mudança é absorvida sem plano.
Função em transição, a partir de 0,50: metade da semana, umas 20 h de 40. A função como existia já não preenche a jornada, então convém avaliar se se reduzem vagas. Mesmo assim, quem deixa a função é sempre decisão da empresa em “Horas liberadas”.
Segue a lógica dos estudos de exposição à IA, que separam exposição baixa, média e alta, mas os valores são um critério de design do Transita, não uma norma. Se o seu setor justificar, ajuste-os e registre o motivo.
O que acontece com as horas que a tecnologia libera?
As horas liberadas por pessoa são Σ(horas × exposição): o que a tecnologia pode absorver da sua semana. Na aba «Horas liberadas», a empresa decide para cada função: primeiro, se essas horas podem ser agrupadas (tarefas que desaparecem inteiras) ou estão fragmentadas (pedaços pequenos na semana de cada pessoa); depois, se reduz postos, mantém todas as pessoas ou faz uma combinação.
Ao reduzir postos, quem fica absorve o trabalho não automatizado desses postos, então fica com menos horas livres. Essas horas, e as de todos se todos ficam, vão para novas tarefas, formação ou redução de jornada. O que não for atribuído fica «sem destino». Com horas fragmentadas não é possível liberar postos.
Não é uma conversão automática: a economia chega quando a ferramenta funciona e a equipe aprendeu a usá-la, a IA também pede tempo de supervisão e as horas costumam vir espalhadas na semana. Por isso é uma decisão da empresa, consultada com as pessoas.
Reduzir a jornada mantendo o salário é compartilhar com a pessoa a produtividade que a tecnologia traz. Reduzi-la com salário menor muda as condições do contrato e em geral exige o acordo da pessoa.
As horas sem destino da equipe são o controle por equipe: se somam uma jornada completa ou mais, a decisão fica incompleta e não se geram planos até atribuí-las ou liberar postos. O padrão de certificação (critério 2.3) pede que toda função que muda tenha essa decisão completa.
Plano de transição
Quem é requalificado continua no mesmo cargo?
Continua na sua área, mas o cargo se transforma. Por exemplo, um operador de central de atendimento passa a especialista em experiência do cliente com IA, depois de 100 horas de cursos e 8 semanas de prática supervisionada.
Se a função não tem destino definido, o plano propõe o mesmo cargo “aumentado com IA”. Se a pessoa vai para outro cargo, a via é realocação.
Como é calculado o custo de um plano?
É uma estimativa com o custo por hora de formação da empresa (USD 20 por padrão):
Requalificação: horas de curso × custo por hora + USD 600. Realocação: 40 horas de integração × custo por hora + USD 400. Saída assistida: USD 3.500 de recolocação + 60 horas de formação × custo por hora + USD 1.800 de plano de saúde.
Não inclui indenizações.
Por que consultar a pessoa? E se ela não aceitar?
Porque o plano é sobre o trabalho dela: nenhum plano é aprovado sem que a pessoa o conheça e aceite.
Quem responde é sempre a pessoa, no Transita. Quem gerencia o plano toca «Solicitar revisão do plano» e a pessoa recebe um email com um link para entrar direto em «Meu plano», lê-lo e aceitá-lo ou pedir mudanças com um comentário. A data fica registrada. A conversa pode ser presencial, mas a resposta é dada pela pessoa no sistema.
Para isso a pessoa precisa de um usuário: ele é criado ao cadastrar o email dela, na importação (coluna «email») ou em «Pessoas». Se pedir mudanças, o plano volta a rascunho com o comentário, para ser revisado e enviado de novo.
O que é uma vaga e o que é a redução de lugares?
Uma vaga é trabalho humano que vai precisar de pessoas: o líder de cada área cadastra, em «Vagas», qual cargo faz as tarefas (um existente ou um novo) e quantas horas por semana exigem. O Transita calcula os lugares, ou seja, quantas pessoas são necessárias. Pode ser numa área que muda com a tecnologia ou numa que não muda.
A redução de lugares é o contrário: quantas pessoas a menos um cargo precisa porque a tecnologia absorve parte do trabalho. Decide-se em «Horas liberadas».
As vagas são os destinos dos planos: requalificação se é da mesma área, realocação se é de outra. Cada plano reserva um lugar até ser assinado, para que uma vaga não seja usada duas vezes. Sem vagas, o único plano possível é a saída assistida, salvo se a empresa criar uma área nova.
Como se acompanha o avanço de um plano?
Na aba «Avanço», por área, cargo, tipo de plano e pessoa. De cada pessoa se veem o início previsto e real, o prazo, o que foi feito de cada ação (horas de capacitação, semanas de prática…) e, em requalificações e realocações, se ela já está no novo cargo.
A pessoa registra o que vai fazendo em «Meu plano»; o líder da área ou o RH também pode registrar e, além disso, cadastra as datas. O % de avanço é calculado sozinho, com a média das ações, e os planos com prazo vencido aparecem como atrasados.
Por que são necessárias duas assinaturas?
Para que ninguém aprove um plano sozinho. Assinam o líder da área da pessoa (ou a administração) e o RH, e precisam ser duas pessoas diferentes. Com as duas assinaturas, o plano passa a “em andamento”.
Marco legal
Em que normas o Transita se apoia?
O Transita não substitui o aconselhamento jurídico nem calcula indenizações. O fluxo segue três princípios presentes em normas trabalhistas e de IA de vários países: informar e consultar antes de decidir, formar antes de desligar e registrar cada passo.
Consultar antes de decidir: a Convenção 158 da OIT (arts. 13 e 14) pede informar e consultar os representantes dos trabalhadores, e avisar a autoridade, quando contratos terminam por motivos econômicos, tecnológicos ou estruturais. Na União Europeia, a Diretiva 98/59/CE exige o mesmo nas dispensas coletivas, e o Regulamento de IA (UE) 2024/1689, art. 26.º, n.º 7, obriga a informar os representantes e os trabalhadores afetados antes de usar no trabalho um sistema de IA de alto risco (por exemplo, para selecionar, avaliar ou atribuir tarefas).
Formar antes de desligar: na Espanha, o Estatuto dos Trabalhadores (art. 52.b) só admite a dispensa por falta de adaptação a mudanças técnicas se antes a empresa ofereceu um curso, em horário de trabalho e pago, e passaram ao menos dois meses. Por isso a requalificação e a realocação vêm primeiro no Transita.
Registrar: a consulta, as duas assinaturas e a auditoria servem como evidência perante a autoridade trabalhista, os representantes dos trabalhadores ou uma certificação.
A saída assistida substitui a indenização?
Não. A indenização é definida pela lei de cada país e paga à parte; o custo que o Transita mostra não a inclui. Alguns exemplos:
Argentina: indenização por antiguidade do art. 245 da Lei de Contrato de Trabalho (texto substituído pela Lei 27.802 de 2026). Se a redução por causas econômicas ou tecnológicas atinge uma parte importante do pessoal, aplica-se o procedimento preventivo de crise da Lei 24.013 (arts. 98 a 105).
México: a Lei Federal do Trabalho (art. 439) prevê que, quando a implantação de máquinas ou procedimentos novos reduz pessoal, a empresa peça autorização ao tribunal e pague quatro meses de salário, vinte dias por ano de serviço e o prêmio de antiguidade.
Espanha: a dispensa objetiva (arts. 52 e 53 do Estatuto dos Trabalhadores) prevê 20 dias de salário por ano, com teto de 12 meses. Chile: a dispensa por necessidades da empresa, incluída a modernização (art. 161 do Código do Trabalho), prevê 30 dias por ano, com teto de 11 anos (art. 163). Estados Unidos: o WARN Act exige aviso de 60 dias para demissões em massa em empresas com 100 ou mais empregados.
A saída assistida soma o que a lei em geral não exige: programa de recolocação, formação para a empregabilidade e extensão do plano de saúde, em linha com os princípios de transição justa da OIT.
Que projetos de lei podem mudar isso?
Brasil: o marco legal da IA (PL 2338/2023) foi aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 e está na Câmara dos Deputados. Além disso, a Constituição (art. 7º, XXVII) prevê a “proteção em face da automação, na forma da lei”, que nunca foi regulamentada.
México: em junho de 2026 foi apresentada na Comissão Permanente uma iniciativa para que a dispensa pela adoção de IA tenha indenização maior, de até cinco meses de salário. Ainda não foi votada em plenário.
União Europeia: as obrigações para sistemas de IA de alto risco no emprego se aplicam a partir de 2 de dezembro de 2027, conforme o adiamento aprovado pelo Regulamento (UE) 2026/1744.
As normas mudam. Esta informação está atualizada até outubro de 2026; diante de um caso concreto, consulte um advogado trabalhista do seu país.
Privacidade e controle
O que é a Certificação e como é calculada?
É uma autoavaliação com o Padrão Transita de transição profissional responsável (rascunho v0.2): 15 critérios em cinco pilares — medir antes de decidir, um plano para cada pessoa, consultar e acordar, acompanhar e cumprir, e governança e transparência.
Onze critérios são calculados automaticamente com os dados da empresa (por exemplo, quantas tarefas foram validadas por uma pessoa ou quantas consultas a própria pessoa respondeu). Os outros quatro são declarações respondidas pela administração ou RH, com a evidência que as sustenta.
O pacote de evidências em PDF resume tudo e leva uma impressão digital que fica na auditoria. Não é o selo: o selo é concedido por uma revisão externa.
Quando a empresa cumpre os 15 critérios, a administração pede a revisão externa em “Certificação”. A revisão pode conceder o selo, deixar observações para corrigir ou não aprová-lo. O selo vale 12 meses, tem um código público (por exemplo TR-ABCD-1234) e uma página onde qualquer pessoa confere se está vigente; também há um selo para colocar no site da empresa.
Para que serve a Auditoria?
Registra cada mudança: quem fez, quando e qual era o valor antes e depois. Dá para filtrar por tipo, por quem fez a mudança, por datas ou por matrícula (para ver a história completa de uma pessoa e do seu plano) e exportar em CSV.
Os eventos não podem ser editados nem apagados. São a base das evidências para uma certificação ou perante a autoridade trabalhista.
Posso levar os dados ou apagá-los?
Sim. Os dados que a empresa carrega são dela. Em “Configuração”, a administração baixa em um arquivo tudo o que foi carregado (áreas, funções, tarefas, projetos, pessoas, planos, usuários e auditoria) e pode excluir a empresa com todos os dados.
A exclusão é definitiva e pede que você digite o nome da empresa para confirmar. O detalhe está nos Termos de uso e na Política de privacidade, com links no rodapé de cada tela.
O que cada funcionário vê?
Só o próprio plano: via, destino, ações, consulta, assinaturas e avanço. Quando recebe uma proposta, aceita ou pede mudanças por ali. Não vê o custo nem dados de outras pessoas.
Por que alguns números aparecem como “<5”?
No painel, grupos de menos de 5 pessoas aparecem como “<5”, para que ninguém seja identificado por exclusão. Além disso, o painel e o relatório não mostram nomes: o nome de uma pessoa, se cadastrado, só é visto pelo RH, pela administração e pelo líder da área.
O que fica registrado na auditoria?
Cada alteração: quem fez, quando, sobre o quê (tarefa, projeto, plano ou importação) e o valor anterior e o novo. Os registros não podem ser apagados pela aplicação.